Categorias
Reflexão

“Tratamento sem eficácia comprovada”

Texto de Eduardo Levy

O objetivo de martelar tanto que o “tratamento é sem eficácia comprovada” é o mesmo que o da imposição da ideologia de gênero: impedir que as pessoas confiem nos próprios olhos, travar a inteligência delas e fazer com que confiem antes naquilo que os poderosos lhe dizem que é do que naquilo que seus olhos dizem que é.

Quem vê que um homem é homem mas aceita que é mulher porque o ideólogo disse que é mulher nunca mais será capaz de perceber absolutamente nada. Sua capacidade de percepção de qualquer coisa estará destruída para sempre, e foi precisamente para fazer isto que a ideologia de gênero foi criada.

É o mesmo caso aqui. Vista com frieza, a coisa é bastante cômica. Quando tem uma irritaçãozinha na garganta, o brasileiro já começa a tomar mil comprimidos, chás e poções. Mas de repente lhe dizem que há um vírus ultramortífero que é uma sentença de morte (é claro que é mentira, mas não vem ao caso) e que, ao mesmo tempo, ele não só não pode como não deve fazer nada além de tomar dipirona e esperar para ver se morre.

Assim, o sujeito se vê de um lado com uma ameaça fatal iminente e de outro na mais completa e absoluta impotência diante dela. Nesse estado de desespero total, o que lhe resta fazer? Desistir de pensar e de agir, reduzir-se a um animalzinho inerme e confiar cegamente nos seus donos.

O problema do “tratamento sem eficácia” não é que é sem eficácia. Se fosse, seria só uma bobagem desprezível. Ninguém nunca fez uma guerra midiática contra o placebo. O problema do “tratamento sem eficácia” é que tira as pessoas do desespero, dá-lhes algum senso de agência e autonomia e faz com que confiem mais no que podem ver e fazer do que no que dizem aqueles que pretendem mandar nelas.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *